Morte de idosa em Guarapuava levanta polêmica, mas família contesta: “Foi morte natural”
Familiares se manifestaram através de uma Nota de Esclarecimento
Imagem ilustrativa
O caso da idosa de 81 anos encontrada morta dentro de casa ganhou repercussão e geroucontrovérsia em Guarapuava nesta semana. Inicialmente tratado com cautela pelas autoridades, o episódio chegou a levantar suspeitas após a identificação de possíveis sinais de violência no local. Diante disso, a polícia optou por encaminhar o corpo ao Instituto Médico-Legal (IML) para exames mais detalhados.
No entanto, a versão da família segue em sentido oposto.
Em nota oficial divulgada nessa terça-feira (28 de abril de 2026), os familiares afirmam que a morte foi natural e criticam duramente a divulgação de informações preliminares que apontavam indícios de crime. Segundo o comunicado, uma análise extrajudicial já teria descartado qualquer hipótese de violência.
A manifestação foi assinada pelo advogado da família, Tiago Fabiano Barbosa de Brito, que também denunciou os impactos causados pela repercussão do caso.
“A família relata que, em comunicação extrajudicial, o Instituto Médico Legal (IML) já constatou se tratar de morte natural. Com a posse do laudo definitivo, aguardamos o arquivamento do inquérito policial que foi instaurado para apurar a equivocada suspeita.”
O texto também destaca o sofrimento enfrentado pelos familiares diante da exposição pública. “A divulgação de uma notícia tão grave e infundada, em um momento de luto e dor, causou danos irreparáveis à nossa família. […] passamos a ser alvo de ofensas e xingamentos nas redes sociais, além de enfrentarmos a desconfiança e o julgamento por parte de vizinhos e da comunidade local.”
A nota reforça ainda a importância da responsabilidade na divulgação de informações. “A liberdade de imprensa, um pilar da nossa democracia, não pode se sobrepor ao dever de veracidade e ao respeito à dignidade humana.”
Enquanto o laudo oficial do IML não é formalmente divulgado, o caso segue registrado e sob análise das autoridades competentes. A expectativa da família é de que, com a conclusão dos exames, o inquérito seja arquivado.
Em meio à dor, os familiares pedem respeito e compreensão neste momento delicado.
NOTA DE ESCLARECIMENTO (ÍNTEGRA)
“Eu, Tiago Brito, na qualidade de representante da família da senhora H. S., venho a público, por meio desta nota, esclarecer os fatos acerca de seu falecimento, ocorrido no dia de ontem, e solicitar a devida retratação de informações inverídicas veiculadas por este meio de comunicação.
Foi com profunda consternação que nós, familiares da Sra. H. S., uma idosa de 81 anos, tomamos conhecimento de uma matéria publicada que, de forma precipitada e sem a devida apuração, classificou sua morte com indício de crime ou violência.
A família relata que, em comunicação extrajudicial, o Instituto Médico Legal (IML) já constatou se tratar de morte natural. Com a posse do laudo definitivo, aguardamos o arquivamento do inquérito policial que foi instaurado para apurar a equivocada suspeita.
A divulgação de uma notícia tão grave e infundada, em um momento de luto e dor, causou danos irreparáveis à nossa família. Em decorrência direta da publicação, passamos a ser alvo de ofensas e xingamentos nas redes sociais, além de enfrentarmos a desconfiança e o julgamento por parte de vizinhos e da comunidade local.
A liberdade de imprensa, um pilar da nossa democracia, não pode se sobrepor ao dever de veracidade e ao respeito à dignidade humana. A veiculação de uma acusação tão séria antes mesmo da conclusão de qualquer apuração oficial é um ato irresponsável que desrespeita não só a memória da Sra. H. S., mas também a dor de todos os seus entes queridos.
Neste momento de profunda dor, a família enlutada agradece o apoio e a compreensão de todos e pede respeito ao nosso luto.
Atenciosamente,
Guarapuava/PR, 28 de abril de 2026
Tiago Fabiano Barbosa de Brito
OAB/PR 114991”
CONTEXTO E RESPONSABILIDADE
Casos como este evidenciam a importância da apuração rigorosa antes da divulgação de informações sensíveis — especialmente quando envolvem suspeitas criminais e famílias em situação de luto.
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