Campo Real desenvolve dispositivo de apoio para fisioterapia infantil

O engatinhador permite que as crianças realizem movimentos importantes para o desenvolvimento motor de forma assistida, especialmente em casos de limitações neuromotoras

22/04/2026 14H50

A integração entre diferentes áreas do conhecimento tem gerado resultados práticos no Centro Universitário Campo Real. Uma parceria entre os cursos de Fisioterapia e Engenharia Mecânica possibilitou o desenvolvimento de um dispositivo de apoio para sessões de fisioterapia infantil: um engatinhador voltado ao estímulo motor de crianças em atendimento.

O equipamento foi criado a partir de demandas observadas na rotina do estágio supervisionado em Pediatria, com o objetivo de oferecer mais um recurso terapêutico para auxiliar no desenvolvimento das crianças.

De acordo com a coordenadora do curso de Fisioterapia, professora Joice Piovezani, a proposta é ampliar as possibilidades de atendimento com soluções acessíveis.

"É um dispositivo de baixo custo que contribui para o fortalecimento muscular, estimula o desenvolvimento infantil e ajuda a proporcionar posturas que muitas crianças ainda não conseguem realizar de forma independente", explica.

O desenvolvimento contou com o apoio do curso de Engenharia Mecânica, que ficou responsável pela estrutura e viabilidade do equipamento. Segundo o professor Denner Traiano, o projeto foi pensado para ser funcional, seguro e de fácil reprodução.

"Foram utilizados materiais como tubos de PVC, rodinhas e componentes emborrachados para garantir ergonomia e mobilidade. Também realizamos simulações estruturais para verificar a resistência do equipamento, assegurando seu uso durante as atividades de fisioterapia", destaca.

O engatinhador permite que as crianças realizem movimentos importantes para o desenvolvimento motor de forma assistida, especialmente em casos de limitações neuromotoras.

É o caso do pequeno Joaquim, de um ano e seis meses, atendido na clínica de Fisioterapia da instituição. Diagnosticado com mielomeningocele, ele realiza sessões desde o ano passado.

"Ele não tem movimento nos pezinhos e a força do joelho para baixo é bem reduzida. A fisioterapia tem sido essencial, e esse equipamento ajuda muito no desenvolvimento dele", relata a mãe.

Além de contribuir com o atendimento à comunidade, a iniciativa também proporciona aos acadêmicos a experiência de participar de projetos interdisciplinares com aplicação prática.

A ação reforça o compromisso da Campo Real com a formação de qualidade e com o desenvolvimento de soluções que atendam às necessidades reais da população.


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